Familiares do homem morto no Galo da Madrugada protestam no Grande Recife e pedem celeridade nas investigações
Crime aconteceu no sábado de Carnaval, durante a dispersão dos foliões na Avenida Sul. A polícia ainda não identificou o autor do assassinato
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*Com informações de Suelen Brainer, repórter da TV Jornal
Familiares do homem que foi morto no Carnaval, durante o Galo da Madrugada, protestaram na manhã desta sexta-feira (4), na PE-60, no Cabo de Santo Agostinho, pedindo celeridade e resolução nas investigações do caso.
O protesto bloqueou os dois sentidos da via, mas por volta das 8h30 o trânsito foi liberado.
Os familiares pedem que a pessoa que cometeu o crime seja identificada. Além disso, cobraram que as imagens do momento do crime e anteriores à morte de João Amâncio, na Avenida Sul, sejam divulgadas pelos órgãos competentes.
Relembre o caso
João Amâncio Neto, de 32 anos, foi assassinado após o desfile do Galo da Madrugada, em março. Mais de um mês do ocorrido a Polícia Civil ainda não conseguiu identificar quem foi o autor do crime. Familiares contaram à imprensa que o responsável teria sido um policial e que ele teria sido abordado e liberado por militares que faziam ronda no local.
O crime aconteceu no final da tarde do sábado de Carnaval, durante a dispersão do desfile, na Avenida Sul, na altura do bairro do Cabanga, na área central do Recife. A versão contada por testemunhas é de que um amigo de João teria esbarrado em uma foliã, que reagiu e houve uma discussão.
João teria se aproximado para intervir e acabou atingido por um tiro no tórax disparado pelo companheiro da mulher. O amigo de João também foi baleado no queixo.
Parentes disseram que o autor do crime continuou andando e foi abordado por policiais militares. Ele teria apresentado uma carteira, semelhante a um distintivo policial, e deixado o local com facilidade. Procedimento questionado pelos familiares, já que o suspeito deveria ter sido encaminhado à delegacia.
Ao JC, a Polícia Civil informou que as investigações ainda estão em andamento. "Mais detalhes serão divulgados após a conclusão do inquérito policial", disseram em nota.
