Familiares do homem morto no Galo da Madrugada protestam no Grande Recife e pedem celeridade nas investigações

Crime aconteceu no sábado de Carnaval, durante a dispersão dos foliões na Avenida Sul. A polícia ainda não identificou o autor do assassinato

Publicado em 04/04/2025 às 9:06 | Atualizado em 04/04/2025 às 10:36
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*Com informações de Suelen Brainer, repórter da TV Jornal

Familiares do homem que foi morto no Carnaval, durante o Galo da Madrugada, protestaram na manhã desta sexta-feira (4), na PE-60, no Cabo de Santo Agostinho, pedindo celeridade e resolução nas investigações do caso.

O protesto bloqueou os dois sentidos da via, mas por volta das  8h30 o trânsito foi liberado. 

Os familiares pedem que a pessoa que cometeu o crime seja identificada. Além disso, cobraram que as imagens do momento do crime e anteriores à morte de João Amâncio, na Avenida Sul, sejam divulgadas pelos órgãos competentes. 

Cirio Gomes / TV Jornal
Familiares protestam - Cirio Gomes / TV Jornal

Relembre o caso

João Amâncio Neto, de 32 anos,  foi assassinado após o desfile do Galo da Madrugada, em março. Mais de um mês do ocorrido a Polícia Civil ainda não conseguiu identificar quem foi o autor do crime. Familiares contaram à imprensa que o responsável teria sido um policial e que ele teria sido abordado e liberado por militares que faziam ronda no local.

O crime aconteceu no final da tarde do sábado de Carnaval, durante a dispersão do desfile, na Avenida Sul, na altura do bairro do Cabanga, na área central do Recife. A versão contada por testemunhas é de que um amigo de João teria esbarrado em uma foliã, que reagiu e houve uma discussão.

João teria se aproximado para intervir e acabou atingido por um tiro no tórax disparado pelo companheiro da mulher. O amigo de João também foi baleado no queixo.

Parentes disseram que o autor do crime continuou andando e foi abordado por policiais militares. Ele teria apresentado uma carteira, semelhante a um distintivo policial, e deixado o local com facilidade. Procedimento questionado pelos familiares, já que o suspeito deveria ter sido encaminhado à delegacia.

Ao JC, a Polícia Civil informou que as investigações ainda estão em andamento. "Mais detalhes serão divulgados após a conclusão do inquérito policial", disseram em nota. 

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